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Favoritos de 2024

2024 foi o ano que eu menos publiquei no blog desde que o criei, em 2019 (já?), mas não faz mal porque eu descobri uma coisa bombástica, estão preparadas? lá vou eu, hein...

...eu descobri que esse lugar aqui é um hobbie, haha! E como um hobbie, eu descobri também que eu não preciso fazer disso uma obrigação. Então, no fundo eu sabia que eu não tinha abandonado esse lugarzinho na internet, apenas não sentia que tinha o que falar, sabe? Algumas postagens eu até tinha intenção de fazer mas acabei deixando pra lá e já não acho que fazem mais sentido, paciência...

Mas ontem, vendo esse vídeo do Raul, acabei ficando com vontade de aparecer por aqui pra contar os meus favoritos do ano passado, há propósito, feliz ano novo!

Artista/banda que mais ouvi: Odre

@odre
Ano passado eu descobri, ou só reafirmei, que eu curto um som muito específico chamado dreampop. Segundo o chatgpt, ele define esse estilo como: "um subgênero do rock alternativo que combina melodias suaves e atmosféricas com letras melancólicas ou românticas." Sabe aquele som que dá vontade de ouvir enquanto dirige? (detalhe que eu nem dirijo), que te faz olhar pro nada e pensar em tudo? haha! Então... Aqui no Br, uma banda que tem essa vibe é Terno Rei, e lá fora, uma bem famosa, creio eu, é Mazzy Star (amo Fade Into You).

Mas, foi num domingo tranquilo e chuvoso que o algoritmo do spotify me sugeriu a Odre. Uma banda brasileira que eu me apaixonei de cara! Infelizmente, eles ainda não lançaram nenhum álbum, mas fiz uma playlist com todas as cinco faixas que eles lançaram até agora e ouço em loop, pedindo a Deus que abençoe esses meninos pra lançarem logo esse bendito álbum, aiai... 

Música favorita: Ninguém - Odre

Consequentemente, a música que eu mais ouvi foi dos meninos da Odre, e acredite, ela é bem simples mas me capturou de uma forma que eu não parei de ouvir desde então.

Álbum: Ok Computer - Radiohead

Em contrapartida, o álbum que eu escolhi pra essa categoria não foi o mais ouvido, mas sim o mais impactante, que eu escutei logo no finalzinho do ano. Gente, Ok Computer... o que dizer? Acho que eu nunca tinha literalmente, me assustado com uma faixa como foi no caso de Fitter Happier. Não é um álbum nada otimista, na verdade, bem distópico, só que uma distopia que já é real, sabe? 

De modo geral, Ok Computer trata de temas que afligem o homem moderno; na verdade, não dá pra resumir em um parágrafo, mas pra ser bem simplista, fala dessa vida digital desenfreada e sobre uma vida apressada e desprovida de atenção e intenção. De 1997 para 2025 continua atualísssimo.

Livro: A hora da estrela - Clarice Lispector


Meu livro preferido (talvez marcante seja a palavra certa) foi a primeira leitura do ano passado, mas que sobrevoou minha mente o ano inteiro. Gente, como é que a gente lê um negócio desses e não muda algo dentro da gente? Acho que depois da Macabéa eu não fui mais a mesma. Até fiz uma oficina de leitura e interpretação da obra de tão levemente obcecada que fiquei kkkk. É tristonho? É! Mas dá o que pensar.

Filme: Dias perfeitos

Essa categoria é delicada porque eu não assisto lá muitos filmes. Porém, ano passado me esforcei, fui no cinema mais vezes até! Mas quem diria que o meu filme preferido eu assistiria diretamente da telinha do meu notebook, e foi esse, o mais novo queridinho dos introvertidos: Dias perfeitos.

Eu assisti muitas resenhas falando sobre como ele é praticamente uma ode à simplicidade cotidiana, mas senti falta de impressões falando o que eu senti: uma tristeza que acompanhava o personagem, ou será que entendi errado? Fato é que a gente vai acompanhando a vida dele, a sua dedicação no trabalho, a sua contemplação, as suas leituras, e isso é de fato muito lindo! Hirayama é um personagem que sabe lidar com a solidão e é muito cativante, mas fico pensando que pra chegar até ali, na sua solitude, muito lhe custou e talvez por isso eu tenha sentido esse tom mais melancólico. Afinal, o silêncio nos dá uma oportunidade de entrar em contato com tudo aquilo que a gente vai ignorando em meio a pressa, né?

Ai gostei muito, e compartilho todo vídeo fofo com ele, haha! Ah, e a trilha sonora é maravilhosa!

Passeio: Picnic com as amigas

E pra finalizar, um dos momentos que eu mais curti, foi um picnic que eu fiz com minhas amigas lá pela metade do ano!


Pra 2025, eu desejo que seja um ano que a gente não se cobre tanto e que possamos viver com mais intenção e presença! E ainda que poucos, que nossos álbuns, livros, filmes e passeios sejam daqueles que marcam a gente, sabe? Ando meio cansada de quantidade e barulhos e coisas que particularmente, já fiz ou faço só pra não lidar com o ritmo mais devagar da vida do lado de dentro. Ai ai, beijos beijos pessoal, antes que eu filosofe mais por aqui!

(Eu tava com saudade).

<3 

Comentários

  1. Ah Liz que bom que resolveu fazer um postzinho, eu adoro seu blog ^^
    A Hora da Estrela é lindo né? Preciso reler.
    E Dias Perfeitos também foi meu filme preferido do ano passado, simplesmente amei demais tudo desse filme, especialmente a trilha sonora hehe
    Beijo e feliz ano novo!

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    Respostas
    1. Awnnn! É lindo e doloroso também, mas lindo sim, haha! Bjss e feliz ano novo, Julie <3

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