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Saída do instagram e algumas reflexões

Via Pinterest
Preciso admitir, às vezes na busca por mudanças, sou um pouco radical. O fato é que quando algo incomoda aqui dentro, sinto que devo fazer algo sobre (nem sempre acerto, é claro). E foi assim que eu, há quase uma semana resolvi deletar minha antiga conta do instagram e desativar a que havia criado há pouco tempo. 

Não, não pretendo fazer uma listinha dos benefícios desse afastamento (hoje não, rs) ou demonizar as redes sociais (até porque o prejuízo que elas nos causam é uma via de mão dupla entre as mentes por trás das plataformas e nós, usuários, mas isso é outro assunto...), mas apenas dizer que cansei, sabe?

Há um bom tempo venho buscando uma vida mais simples e equilibrada em todos os seus âmbitos, inclusive o digital; ano passado mesmo exclui uma conta no twitter que eu nem usava, tampouco sabia como socializar por lá, me desfiz do facebook porque já não parecia ter sentido manter uma conta inativa (aliás, só precisei criar outro por conta de uma disciplina da faculdade, mas por ora, desativei), no finzinho de dezembro até boa parte de janeiro me mantive sem whatsapp e sabe, venho me perguntando o por que disso tudo. Por que correr pras montanhas? Por que não fazer "parte"? Estou exagerando como dizem algumas pessoas? Ao tomar medidas desse tipo, acredito ser importante questionar as nossas intenções - faz toda a diferença. Nos dá um propósito.

A verdade é que eu percebi o quanto estava fazendo mal uso do instagram, por exemplo. Honestamente, gastava tempo demais sem um propósito além do disfarce de uma ansiedade. Em troca, eu ganhava bombas de informações inúteis rolando o feed, e ficando com a mente cheia, dormindo tarde e me sentindo bem mal por isso.

Eu me conheço o suficiente pra saber que às vezes preciso simplesmente dar um tempo. Desistir de “ser lembrada” e de lembrar. Ficar à parte de algumas "notícias" e novidades e me reconectar com coisas mais importantes pra esse coração cansado aqui. Ficar em silêncio, conversar com algumas pessoas que amo, orar um pouco, ouvir também, ler algumas páginas de algum livro que gosto, escrever no meu caderno e neste blog (coisa que aprecio bastante ♥), enfim… cuidar do meu hoje. Faz bem pra alma. Faz bem para o todo que eu sou. 

Confesso, às vezes é difícil... e nossa, me sinto meio ridícula em dizer isso porque A) percebo o quanto estava dependente de uma plataforma que me servia como fuga para algo bem maior que eu não queria dar atenção e B) admitir isso parece um drama bobo quando o mundo a minha volta sofre por coisas bem maiores. Por outro lado, como disse, às vezes acredito mesmo que em alguns momentos buscamos distrações apenas para adiar o instante em que devemos dar atenção a algo maior, uma guerra que acontece dentro de nós.

Consciente disto me sinto mais okay para cuidar desse coração e dessa mente começando por não menosprezar as minhas próprias dores e dificuldades.

Enfim, acho que eu queria mesmo era falar um pouco sobre todo esse processo. Você aí do outro lado também se sentiu ou quem sabe, está se sentindo assim? com necessidade de dar um tempo de algumas coisas, ou ainda, quem sabe dizer adeus de vez para elas? No meu caso nem sei se voltarei pro insta, talvez daqui a um mês ou mais... por hoje não irei pensar nisso.

Como falei lá no início, minha intenção por ora, não é fazer uma lista ou coisa assim, mas experimentar essa experiência e falar sobre de maneira cada vez mais crua e vulnerável, sabe? Semana passada vi um vídeo tão inspirador em que Hadassah dizia algo óbvio e ainda assim, às vezes esquecemos: nós, como a natureza também passamos por estações, e há momentos que precisamos sair, aproveitar o sol lá fora porque é um tempo bom pra isso; mas há também outros momentos, semelhantes aos dias mais melancólicos em que tudo o que temos de fazer é esperar em silêncio porque ainda há esperança. E poxa, como é importante absorvermos essa verdade e respeitar esses períodos da gente, e de outras pessoas.

Esperar e viver o tempo certo das coisas, como isso é precioso. E maravilhoso. Quando buscamos entender isso de todo o coração, penso que talvez, começar algumas coisas, novos hábitos e etc... se torne um pouco menos tortuoso.

Aiai... comecei falando de algo e nem sei se terminei de maneira coerente, mas é que conversar sobre a vida é sempre assim, não? um tecer de mil coisas entrelaçadas. Querida leitora (ou possível leitor) espero mesmo que você compreenda e tenha paciência com meus fluxos de pensamentos, haha.

Termino então, com a frase que a Hady finalizou o vídeo: Diga-me, o que é que você pretende fazer com a sua única, preciosa e selvagem vida? - Mary Oliver

Comentários

  1. Oi Liz! Acho que o nosso corpo e alma sabem o que é certo e bom pra gente, mas a gente tende a não escutar os sinais. Que bom que você ouviu a tempo! Espero que essa distância te traga muitas coisas boas ♥

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